segunda-feira, 20 de julho de 2009

Montanha-russa


Confesso: eu tenho medo de montanhas-russas. Suas subidas, descidas, curvas perigosas, loopings, sensação de insegurança. Montanhas-russas são apavorantes.
A subida é lenta. Você sente que pode cair pra trás e se segura com força. É nesse momento que dá tempo de sentir insegurança. É quando você para (nova ortografia =P ) pra pensar se deveria mesmo ter subido no carrinho, e é também aí que você percebe que não dá mais pra desistir e descer dali.
Mas o que vem depois... A descida, essa, sim, é a pior parte! É na descida que você cai, às vezes vertiginosamente, tão rápido, e ao mesmo tempo até tão baixo...! Nela você tem medo, sente que vai desabar dali, talvez não sobreviver. As descidas podem ser aterrorizantes, dolorosas, até! Por isso você precisa de apoio, alguém que segure sua mão, mesmo que seja pra cair com você.
Montanhas-russas me dão medo. Pronto-falei. Subir não é um grande problema, afora a insegurança habitual. Descer é que é doloroso pra mim. É na descida que eu me pergunto por que eu entrei naquilo, mesmo sabendo do que poderia acontecer, do medo que ia sentir, da queda que poderia estar por vir. É na descida que me pergunto se valeu a pena entrar ali. É nela que sinto que preciso segurar forte a mão de alguém, mas nem sempre faço isso. "Bobagem ter medo de despencar de montanha-russa" - eu penso. Ainda assim o medo persiste, o arrependimento aparece. Eu tenho muito medo das descidas. Sempre tenho medo de cair de verdade e me quebrar inteira, de não conseguir levantar depois. O fato é que eu sempre levanto. A descida pode ser perigosa, assustadora, mas ela sempre acaba. A montanha-russa para (nova ortografia again ¬¬) e você pode descer do carrinho se sentindo corajoso e vencedor. "Venci essa montanha-russa!" Mas você sai decidido a não subir mais em montanhas-russas, elas são perigosas demais, e você não quer sentir aquele medo todo outra vez. "Enfim, basta(!) de montanhas-russas pela vida inteira."
O problema é que você volta ao parque de diversões e... lá está a montanha-russa de novo. Mas nela você parece que vê um Try me piscando pra você. Você se sente tentado... Pensa melhor... "Talvez esta montanha-russa valha a pena." Será?
Ainda assim, montanhas-russas são assustadoras. Apavorantes. Mas como passar pelo parque de diversões sem ir à montanha-russa?

"Vida louca vida
Vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve"

(Cazuza (Lobão/Bernardo Vilhena)

sábado, 10 de janeiro de 2009

Aonde quer que eu vá


Porque hoje estou saudosa, tenho mais um oferecimento musical.

Queria que ela entendesse o tanto de amor que cabe no meu peito, o tanto de admiração e o tanto de felicidade por compartilhar tanto com ela. Queria que ela entendesse que nada pode mudar esse amor tão enorme e fraterno-maternal que sinto. Queria que ela sentisse bem dentro da alma um tantinho que fosse do meu amor, a cada instante, pra confortar e acalentar o coração. Queria que ela sentisse que a acompanho, onde que que ela vá(♪Aonde quer que eu vá / eu levo você / no olhar♪). Eu também sinto falta dela, mesmo quando a vejo todo dia. Sinto falta da infância e da adolescência com ela, e de quando tínhamos mais tempo juntas. Talvez agora a gente só precise otimizar o tempo. De qualquer forma, amo essa minha irmã como se ela fosse mais que simplesmente minha irmã. Amo como se ela fosse mais do que eu mesma. E acho que às vezes ela é um pouco mais que isso.


Para Ari, essa música que me parece ter sido escrita especialmente pra ela, e pra maneira como ela lida com o mundo.


Ana e o Mar


Composição: Fernando Anitelli
Veio de manhã molhar os pés na primeira onda

Abriu os braços devagar e se entregou ao vento

O sol veio avisar que de noite ele seria a lua,

Pra poder iluminar Ana, o céu e o mar


Sol e vento, dia de casamento

Vento e sol, luz apagada no farol

Sol e chuva, casamento de viúva

Chuva e sol, casamento de espanhol


Ana aproveitava os carinhos do mundo

Os quatro elementos de tudo

Deitada diante do mar

Que apaixonado entregava as conchas mais belas

Tesouros de barcos e velas

Que o tempo não deixou voltar


Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?

Quem já conseguiu dominar o amor?

Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa?

Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar


Ana e o mar... mar e Ana

Histórias que nos contam na cama

Antes da gente dormir

Ana e o mar... mar e Ana

Todo sopro que apaga uma chama

Reacende o que for pra ficar


Quando Ana entra n'água

O sorriso do mar drugada se estende pro resto do mundo

Abençoando ondas cada vez mais altas

Barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar

Desse novo amor...

Ana e o mar"


"Minha mãe e minha filha,

Minha irmã, minha menina"


"E hoje em dia como é que se diz 'eu te amo'?

E hoje em dia vamos fazer um filme?"

Chega de Saudade


Essa música vai pro Dudu. Sei lá por que pareei (né, Gi? =P ) essa música com ele. Só sei que me lembro de um aniversário distante em que brincávamos no videokê (lendário, hein?), e cantamos essa música. Nem sei se ele se lembra disso e também não sei por que eu me lembro. Só sei que esa música me dá vontade de chorar e também me lembra o Dudu, e essa fase distante do Dudu também me dá vontade de chorar às vezes, então, unindo as duas coisas... música pra ele, Lombardiiii!


Tears in Heaven

Composição: Eric Clapton / Will Jennings
"Would you know my name

If I saw you in Heaven?

Will you be the same

If I saw you in Heaven?

I must be strong

And carry on

Because I know I don't belong

Here in Heaven


Would you hold my hand

If I saw you in Heaven?

Would you help me stand

If I saw you in Heaven?

I'll find my way

Through night and day

Because I know I just can't stay

Here in Heaven


Time can bring you down

Time can bend your knees

Time can break your heart

Have you begging please

Begging please


Beyond the door

There's peace

I'm sure

And I know there'll be no more

Tears in Heaven


Would you know my name

If I saw you in Heaven?

Will you be the same

If I saw you in Heaven?"


P.S.: Du, a gente te ama e sente sua falta ^^


"Saudade

Só existe na Língua Portuguesa"

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O que eu também não entendo


Um dia entenderei tudo.
Entenderei o porquê de todos os meus erros, de todos os meus medos. Entenderei por que vi aquele filme sem derramar nenhuma lágrima; por que fiz chorar; por que chorei; por que perdi tanto tempo; por que escrevi cartas que nunca mandei; por que amei sem que ninguém desconfiasse; por que desconfiei; por que confiei. Entenderei por que você não entende o que eu também não entendo; por que não olhei nos olhos naquele momento; por que ganhei amigos; por que perdi pessoas. Entenderei por que sonho alto, alto, pra depois deixar de sonhar; por que sorrio tanto; por que me importo tanto com as pessoas; por que sinto saudade; por que respiro música.
Entenderei o que se passou em minha mente em cada pequeno momento que fez parte da minha vida. Entenderei o que penso e sinto, o que pensei e senti. Entenderei o que me move a ser como sou e entenderei esse desejo irresistível de ir embora (pra onde? Ah, eu também gostaria de saber!).
... Poderia ser tão diferente, pensarei. Mas não foi. Não será. Não sou. Não serei. Um dia o sol virá e esclarecerá, e tudo parecerá incrivelmente claro. E incrivelmente bem. Um dia...

"Here comes the sun, here comes the sun, And I say it's all right"

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Busca Vida



Ok, momento de reflexões, galera. Faltam-me tempo, coragem e inspiração pra postar um texto próprio, então trago pra vocês uma música que todo mundo conhece, mas e daí? Eu a adoro, e ela me faz pensar. Finjam que estou linda e loira cantando com minha bela voz pra vocês. Beijosmeliguem! Muah ;*



"Vou sair pra ver o céu
Vou me perder entre as estrelas

Ver daonde nasce o sol

Como se guiam os cometas pelo espaço

E os meus passos,
nunca mais serão iguais


Se for mais veloz que a luz,
então escapo da tristeza

Deixo toda a dor pra trás,
perdida num planeta abandonado
no espaço.
E volto sem olhar pra trás

No escuro do céu

Mais longe que o sol


Perdido num planeta abandonado

No espaço...


Ele ganhou dinheiro

Ele assinou contratos

E comprou um terno

Trocou o carro

E desaprendeu

A caminhar no céu

E foi o princípio do fim


Se for mais veloz que a luz

Então escapo da tristeza

Deixo toda a dor pra trás

Perdida num planeta abandonado

No espaço
E volto sem olhar pra trás...
"

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Espelho


Tem o amigo. E tem aquelas pessoas que parecem guardar um pedacinho da sua alma dentro delas. Não que os outros amigos não sejam especiais, importantes, únicos. Eles são! Às vezes estes até fazem mais parte da nossa vida, estão mais presentes, mas tem aqueles que permanecem ligados, que se identificam tão totalmente com você, que parece que moram dentro de você e você dentro deles. Parecem saber o que você pensa. Parecem entrar dentro da sua alma, e ver tudo: o que há de melhor, o que há de pior. E você não se importa com isso. Você não liga que eles vejam o quanto você é fraca, nem o quanto você sonha e viaja e erra e tem medo. Eles também são fracos e sonham e viajam e erram e tem medo. E também não ligam que você enxergue isso! É tão bom conversar, estar juntos, confessar defeitos, fraquezas, desejos, dificuldades, pequenas alegrias. Nothing else matters. Dá pra passar horas juntos sem ver o tempo passar, dá pra conversar todo dia e sempre arranjar um assunto banal que acaba mexendo com a profundidade de cada ser. Profundo, não? É assim que me sinto com essas pessoas: entrando cada vez mais no que há de mais profundo em mim, naquelas áreas que prefiro ignorar em dias comuns.
Às vezes me pergunto por que me permito afastar dessas pessoas de vez em quando. Talvez eles me façam pensar demais, enxergar coisas demais, me olhar(e me enxergar!) no espelho. Sim, eu sei que isso é bom, mas eu ainda sou fraca. E me aprofundar demais em mim às vezes dói.
O importante é que eu sempre volto. Um dia a conversa volta pr'aquele assunto interno, a gente volta a conversar de alma pra alma. E parece que não se passou um só dia desde a última vez. Parece que o tempo passa, as coisas mudam, a gente cresce, mas continua sentindo igual, pensando igual, sendo igual. Iguais, mas diferentes. Entende? Nem eu.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Revelação


"Eu me esqueci no armário.

Pensei estar vivendo,
estudando, trabalhando, sendo!

Pensei ter amado e odiado,
aprendido e ensinado,
fugido e lutado,
confundido e explicado.

Mas hoje, surpreso,
me vi no armário embutido
calado, sozinho, perdido, parado."


Mario Quintana